domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dolorosamente doído.

Sabe amigo, os dias por aqui não estão sendo nada fáceis. Além desses rompimentos todos diários, desse coração tão apertado, desse choro contido, eu tenho investido muito em quem não merece nada. Eu sei que não devemos pensar em desistir, que não devemos entregar as contas. Mas está tudo tão difícil, que tenho medo de não suportar tudo o que vem acontecendo. Tenho medo de não ir mais longe por ter sido tão prejudicada no passado. Penso que existem coisas muito além de tudo isso, mas outras vezes penso que tudo o que tenho já me foi abortado. Sinto um enorme medo de não ser feliz. De não sentir-me completa, abastada. Existe um vazio aqui, uma saudade, uma falta.
Eu poderia camuflar essa dor com sorrisos abertos no rosto, mas sei que é inútil. Portanto dispo essa dor como quem tira a roupa de uma pessoa que se deseja há muito tempo. Quero me cortar, sangrar e se não for o bastante; quero também senti-la bem aqui, estancada no meu peito como se fosse um punhal. Dói. Dói muito. Não tenho forças pra sorrir ou mentir que está tudo bem. Quero dizer que há muito tempo o meu riso se perdeu e as minhas esperanças decidiram se afastar de mim. Parece ser dramático demais, mas é a pura verdade. Parece uma cólica no coração, uma vontade de vomitar toda essa tristeza, de encontrar alguém que compreenda toda essa dor, toda essa saudade de mim. Faz muito tempo que não me reconheço.
Não vejo mais no espelho de agora o meu eu de antes. Uma penumbra separa a minha imagem verdadeira de mim mesma. Não tem saída. Não tem solução. Vou tomar todos os remédios possíveis para sentir um pouco de sono; pois enquanto durmo esqueço essa dor. Isto é, quando ela não decide vir em sonho me atormentar. Mas irei ficar bem. Irei voltar inteira e ainda mais forte. Deixe estar. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Castelos de areia.



Existem coisas que só se sentem quando se está de frente pro mar. De repente, me veio uma lembrança boba de quando estivemos aqui no último verão. Um dia falaram-me em esperanças. Que elas estavam dentro da gente e bastava apenas acioná-las quando necessário. Se existir algo que aciona todas as minhas esperanças, esse algo é estar diante o mar. Sinto-me tão leve, tão feliz, tão perto de Deus quando olho esse horizonte. Lembro-me da infância toda presa nesse cartão postal. Por onde você anda agora? Tem o mesmo rosto, o mesmo coração, o mesmo ar de sempre?
Meu coração encontrou esperanças bem aqui, de frente pro mar. E ironicamente, eu vejo você também diante dele. As conchas...  Os castelos de areia sempre tão fáceis de serem levados pelo vento. Acho que somos assim: Castelos de areia. O vento desmancha e leva; Dispersa. Ficam tantos grãos no ar quando o vento bate. E com a gente, ficam as sensações; os sentimentos. Quem sabe um dia esbarremos nelas de novo. Deve haver algum nexo entre o lugar que resolvemos construir nossos castelos de areia e decidimos enterrar nossas conchas. Parece bobagem, mas quando o assunto é castelo de areia continuamos crianças. Digo: Sem saber onde construí-los bem. O destino é quem tece pra gente tudo isso.
Continuo boba. Continuo encontrando esperanças diante do mar. Acredito que um dia reconstruirei meu castelo e desenterrarei minhas conchas. Mas, entendo que o mar jamais será o mesmo. E eu também não serei a mesma quando voltar. O vento assim como Deus sabe bem o momento de levar esses castelos embora. E aprender a deixar as conchas para trás é sinal de que na frente –quem sabe- encontraremos algo mais grandioso e verdadeiro.
Agora eu apenas sinto a brisa leve. Tento não chorar. Vou apenas perdendo meu olhar nesse azul tão imenso. Serei feliz, tenho certeza. Sussurro sutilmente aqui dentro: serei feliz. E continuo vendo mais ventos levando castelos... 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Revoltei-me!

                                                               Revoltei-me! 
E se eu fosse você também se revoltaria. Se revoltar com a vida que você leva, com a maneira melancólica que você enfrenta os fatos faz com que você enxergue que a vida é muito mais do que isso e você pode ser feliz sem aquilo que julga tão necessário. Sem dramas por favor. Pelo menos agora, nessa fase, nessa época, eu não serei dramática. Estou facilitando tudo quando minimizo os problemas e encaro de frente as soluções. Muitas vezes é preciso perder um pedaço para que se possa dar valor ao restante que ficou em você. Será assim daqui pra frente. Sem dramas, sem expressões tais como: "eu acho que vou morrer". Estou trocando essa dramatização toda por aquela sensação que diz:. Foi ótimo, obrigada. Mas por você, eu não posso mais fazer o mesmo. Beijos, adeus.
Quero descobrir um novo horizonte, e desta vez sem ameaças. Foi bom enquanto durou.

Primeiros dias sem você


Tento dormir. Quando finalmente deito-me e fechos os olhos, a tua ausência me vem como um peso e eu acordo subitamente com uma enorme falta de ar. Me falta tudo agora. Eu não estou querendo dizer que você é a razão da minha vida, mas pelo menos com você eu conseguia dormir mais tranquila. É muito difícil sem você. Me davas coragem, me davas cor, me dava brilho no olhar. E hoje, o que eu tenho não é nada mais que um quadro velho pendurado na parede, e quando tenho coragem de olhá-lo vejo nossa imagem preto e branco parada no tempo, e principalmente congelada na minha mente. Ainda tenho lágrimas, e isso até me conforta. Será amargo quando elas faltarem e eu só sentir um nó na garganta. Volta pra cá. Eu não te pedi na carta, mas agora, o desespero é tanto que te peço muito, VOLTA!
Os meu sorriso não é mais o mesmo. Você faz uma falta daquelas que traz desespero. Daquelas que tira o sono. Daquelas que você pede pra não lembrar antes de dormir, porque caso aconteça, é noite em claro na certa. Perdemos tanto tempo não fazendo, nem dizendo o que sentíamos pelo outro que hoje estar longe de você não dói tanto quanto não ter tido a oportunidadede ter lhe falado que amor de verdade, eu só senti com você.
Aquela frieza na barriga e aquela ansiedade esperando o telefone tocar, eu só senti com você. Posso me sentir feliz por ter descoberto isso, ou posso ficar triste por não ter materializado tudo isso.
Essa é só mais umas das imensas noites que passei e vou passar em claro pensando em você. Em como você está, como foi o seu dia. Cuide-se porque você é aquilo que encontrei de mais precioso. Você e essa sua ternura, que de tão terna me trazia calma.
Amo-lhe, mas odeio essa falta que você faz. Quero você por perto de novo.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Para começar Janeiro.

Já imaginou se existe algo mais doloroso do que nadar sem ver terra alguma?
 Pior que existe.
 Aquela sensação de que a tempestade já tivera acalmado você vai lentamente recolhendo os destroços do navio e de repente, surge uma nova tempestade e te afasta do solo firme mais uma vez.
Você até pensou que tivesse finalmente inteira mais uma vez, mas percebeu que ainda se há muito por remendar e consertar. Dói muito. Dói mais do que nunca ter visto horizonte algum. Esperanças despedaçadas doem mais do que não ter tido jamais esperanças. É como se a ferida agora, além de aberta mais uma vez, estivesse inflamada, estivesse corroendo o pouco de carne que ainda havia sã.
Meu Deus, quantas vezes eu tive que recomeçar, e quantas vezes eu pensei que já não haveria mais dor e eu poderia ser feliz?!! Parece que me persegue a sina de ser sempre triste, de sempre ter algo faltando aqui dentro; e isso é de longe a coisa mais melancólica que conheço.
De perto então, nem se fala.
Mais uma vez me ponho a escrever. E desta vez quero me rasgar por inteira. Sinto um enorme desespero, uma falta de ar como se o mundo estivesse se fechando em cima de mim e eu não tivesse lugar algum pra correr ou ficar em paz. Não sinto mais necessidade de ser feliz. Essa solidão, essa ausência de tudo e todos me fez ficar sóbria, sem luz alguma. Dói tanto e eu não posso fazer nada para estancar esse sangramento.
Ou melhor; ninguém pode.
Já não escrevo cartas pra ninguém, não coloco nele, nem em pessoa alguma a responsabilidade por este sentimento. Isso já está dentro de mim, eu já não consigo ver alegria alguma. É como se fosse um braço amputado, e diria que é o direito; Aquele que mais me é útil. Uma sensação de nada, de vazio, de busca pelo não sabe o quê, é o que me deixa ainda mais no fundo do poço.
Mas agora, e não em outro instante me sinto aliviada. Acho que colocar em papel aquilo que gostaria de gritar para o mundo inteiro, me faz sentir um pouco melhor e menos motivada a morrer. Espero que seja uma boa noite. Que eu durma pelo menos hoje depois de tanta insônia que me persegue. Nem desejo acordar melhor. Espero apenas acordar com vontade de viver.

domingo, 21 de agosto de 2011

Carta ao meu ex-amor.


Londres, 25 de Janeiro de 2010.
Ao meu ex amor, mas grande colaborador de felicidade aos meus dias.

Estive por muito tempo, pensando numa maneira clara e evidente de te dizer o quanto foi bom, e o quanto você me ajudou a encontrar a mim mesma, e o quanto você fez com que eu entendesse sobre mim. Quis te dizer também que o pouco que estivemos juntos foi imensamente maior que todas as outras paixões que um dia avassalaram meu coração, que você marcou e ainda hoje de vez em quando me pego pensando em seus beijos. Gostaria de te pedir que não esquecesse o que vivemos, e que fizesse o possível para preservar nossas boas lembranças num lugar intocável, num lugar colorido, mas que, por favor, seja sem esperanças. Isso porque nós já tivemos nossa chance: eu de fazer você feliz e você de me completar.
E agora que essa chance acabou o que podemos fazer é lutar para que nossa história não seja só mais uma no cordel de tantas que já penduramos na janela do quarto, que ela seja a mais doce e a mais linda. Queria te pedir um favor, não deixe que o sol seque nossa história, nem que os ventos tirem a magia bonita que ela nos trouxe, pois ao poucos durante o tempo que ficamos juntos, comecei a acreditar levemente que se pode ser feliz com muito pouco, e essa tal magia não quero jamais que se perca de nós dois.
No mais, quero te dizer que foi bom, nós dois, nossos beijos, nossas conversas, nossos abraços, nossas noites na varanda, nossos pôr de sol, foi fantástico o tempo que estivemos e tivemos juntos. Me guarde como um sonho bom, que eu te guardo assim também.


Beijos, e que a vida te dê de presente um novo amor com cheirinho do mato!

domingo, 19 de junho de 2011

As consequências de sua ausência.

E agora, o meu corpo todo dói. Mas outrora ele estava em êxtase.
 Era sempre assim depois de nossos encontros na beira do lago. Mas naquele dia, não foi um encontro qualquer. Queria eu, que não fosse o último, mas vejo que o destino não mais nos aproximará. Passamos longos instantes vendo o horizonte, nos enxergando naquela limpidez da água, e nos beijávamos por longos minutos. Pudera eu imaginar que um dia eu voltaria aqui sem você? Como é diferente o verde das arvores, como é melancólico os cantos dos pássaros sem você para me fazer rir. Parece que também já não sou mais a mesma.
Já tinha parado de beber e de fumar por conta de você, mas agora o cigarro e o conhaque são os meus companheiros noite adentro. Mudei a cor do nosso quarto – corrijo - agora ele é só meu não é verdade? Eu o pintei de branco, e só irei colorir quando alguém chegar e preencher o vazio que me deixastes.
Mas que tola sou eu, quando imagino que realmente virá alguém que poderá preencher esse vazio. Leio e releio todas as nossas cartas de amor todas as madrugadas, e quando elas não são o suficiente para te trazer pelo menos em lembrança para perto de mim, eu ligo a TV e choro até com comercial de margarina. De manhã ao acordar, evito passar perto do lugar que você sentava para ler o jornal, parece tanto com você e seu suéter azul aquele lugar que eu resolvi não mudar, quem sabe um dia acordo e encontro você sentado.
Ainda freqüento aquele mesmo restaurante italiano. É tão engraçado quando o garçom me vem com duas taças e nosso vinho predileto, e me pergunta tão cordial se não terei companhia. Em resposta sorrio negativamente, mas por dentro eu desmorono. É estranho não te ter mais por aqui.  Uma vez por curiosidade eu contei os maços de cigarro que fumei numa só noite, e me pareceu passar dos dez. Nem lembro ao certo, eu estava bêbada e louca.
Quando você se foi, imaginei que iria mudar meus hábitos, que poderia ser livre, voltaria a caminhar, a malhar, iria trabalhar em paz sem me preocupar onde e com quem você estava. Isso é bobagem porque em nada mudou, eu continuo a imaginar onde e com quem você está. Só que desta vez, sei que estás longe.
Nos intervalos do trabalho eu retiro da bolsa o celular, digito seu número, mas me sinto incapaz de ligar. Sinto-me pequena, talvez pelo orgulho, pelo medo de como será seu retorno, não sei te explicar, mas eu gostaria, e muito que você voltasse.
Sabe Deus o que sua ausência me causou, o quanto eu tenho gastado em analistas, psicólogos, bares, boates e etc. Para compensar sua falta. Um absurdo engano meu, no fundo de mim sei que nada te trará de volta, e muito menos te substituirá. 

sábado, 18 de junho de 2011

Para grandes amigos.

Amigos. Eles são elos. Elos que nos ligam aos bons tempos, boas memórias, nos lembram como fomos felizes em determinadas épocas da vida e até mesmo o quanto aprendemos com aquelas lágrimas que foram derramadas nos seus próprios ombros em noites frias e escuras. Me conte(basta imaginar mentalmente) como foi a descoberta de suas primeiras amizades, quais delas ainda hoje perduram? O que você realmente fez para que essas amizades ainda existissem? Quantos amigos você perdeu? Quantos o tempo levou?
Eu poderia dizer dos amigos, que eles são anjos. Anjos que Deus no envia para tornar a vida mais leve, mais engraçada, mais fácil de ser vivida. E ainda poderia arriscar no palpite de que amigos são pessoas que sempre existiram conosco por se tratarem de extensão nossa, seja pelos mesmos gostos, por possuírem qualidades ou defeitos agradáveis que em nós nos falta, e mesmo assim continuam admirados por nós. E por isso também, são essência. Essência que perfuma a vida, essência que nos mantém acordados, vivos e sempre nos sacodem quando queremos desistir. Eles confabulam conosco, tramam, perdoam, choram, ajudam, mostram, indicam, perseguem, transformam, nos fazem bem. E tudo isso com a maestria de jamais perder a graça, de perder o entusiasmo.
Eles nos fazem parecer jovens mesmo quando as rugas apontam os anos, e nos fazem sentir bobos quando os cabelos brancos insistem em despontar. Amigo é alguém que admiramos, queremos o bem, torcemos, desejamos. Alguém que mesmo sem falar uma palavra, entendemos o que passa dentro da alma. E por isso talvez sejam tão necessários.
 Falar de amizade,  é falar de porto. Porto seguro, que não quer saber se a sua embarcação está furada, é grande demais ou pesada, apenas te diz por meio de um olhar: Estou aqui.  Uma espécie tão rara nos dias de hoje, que chego a pensar que conservar os velhos é o remédio antidepressivo melhor que existe para a modernidade, e para mim o mais recomendado também.
Porque amigos nos fazem rir, nos fazem sentir amados, protegidos, nos fazem sentir humanos, nos fazem sentir gente quando num mundo de pessoas sempre tão apressada e correndo contra o tempo, ninguém é capaz de te olhar nos olhos e observar como você está. As pessoas te olham superficialmente, isto é, quando olham.  Basta imaginarmos, como seriam os nossos amores, se antes eles também não fossem nossos amigos. Um amor não é só beijo, abraço, sexo, anos de relacionamento, amor é amizade. E digo,amizade é exemplo sincero do amor senão mola propulsora deste.
E por isso digo, se tens um amigo, nem que seja um único só, o preserve. 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Passado é passado, desejos nem sempre são o melhor para nós.

O que julgamos justo e desejamos para nós nem sempre é aquilo que Deus quer que aconteça naquele momento. Desespero, lágrimas, dor, saudade, nada disto fará com que o tempo volte ou o que você desejou aconteça. Acostumar-se com os giros que a vida dá é primordial para se transformar um adulto feliz e realizado. Não tenha pressa, e nem se deixe titubear quando a vida não te permite algo. Deus tem sempre algo de bom reservado pra você. O que passou calou, e o que virá dirá! Quem está no seu passado tem motivos suficientes para não estar no seu presente.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hora de refazer as malas.

Então você joga fora tudo o que não te serve mais, todo aquele baú de coisas que só servem para te trazer lembranças, que mesmo sendo boas te impedem de viver o presente. Você desfaz as malas e tira a roupa de inverno que tinha colocado, porque agora vai fazer calor, o sol vai brilhar mais forte. É aí que você perceberá que encontrou o amor, mas não o amor que se esvai, que se destrói, que te machuca, é um amor arco-íris, um amor que ao invés de te trazer mágoas, vai te presentear com um tesouro não de ouro, mas de felicidade. Você encontrou o amor-próprio, e ele é quem te guiará daqui pra frente.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vire a página.

Se por acaso acabou, vire a página. Não fique remoendo, não fique pedindo pra voltar, nem coloque em outra pessoa ou coisa a sua única chance de ser feliz. Você é independente, possui personalidade própria, e sempre que espera algo de alguém, a possibilidade de se decepcionar é muito grande. Quer chorar? Chora! Se despedace, grite, berre, mas não dê a outra pessoa o gosto de te ver mal, de te ver dependente dela. Quando encontrar a pessoa certa, você vai entender o porquê de não ter dado certo com ela. Enquanto isso não acontece, desliga essa televisão emocional, lê um livro, pratique um esporte, vá ao salão, se valorize, todo fim é novo início. Você tem que se dar a chance de tentar, de ir em frente, se isso não acontecer você vai estar sempre presa a quem já se libertou de você faz tempo. Não importa a circunstância, seja sempre mais você. No final das contas, você vai sempre aprender, sempre se auto-valorizar.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Algumas verdades.

Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoismo.
 
 Para qualquer escolha se segue alguma consequência.
 
 Vontades efêmeras não valem a pena.
 
Quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze.
 
Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível.
 
Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida.
 
O que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos.
 
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela.
 
Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado.
 
O tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.

domingo, 21 de novembro de 2010

Mais uma vez, amor.

E cá estamos nós mais uma vez, eu e meu coração. Juntei os cacos que estavam no chão e consegui amar mais uma vez, não porque eu queira, ou que tivesse tal intuito mas, porque se faz necessário dar-se mais uma chance ao amor e as infinitas maravilhas que quando é correspondido nos traz. E isso se fez em onze dias, isso mesmo, onze dias! Entre tantas conversas, pontos comuns eu descobri a pessoa que você é, tão parecida comigo e ao mesmo tempo distante também.  E dessa vez eu quero me entregar pra valer, muito mais peos riscos e perigos que essa relação nos traz. Eu quero sentir o calor sincero que só os seus braços me trazem, e na sua boca encontrar um motivo para sorrir.  Não quero desculpas, eu vou desmarcar todos os compromissos marcados para sentir seu perfume e me perder no seu olhar. Deitar no seu colo e me sentir acolhida e segura mais uma vez. Não se trata ainda de amar, se trata de um querer bem que já tomou conta dos meus pensamentos, e não há um dia que não merecorde de você. Eu preciso tanto de você amor, abre a porta e deixa eu entrar. E eu aqui perdida sem você, nessa solidão, vamos dê uma chance pros meus olhos se encontrarem com os seus e então ser o fim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vai passar. - Caio Fernando de Abreu

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse é o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Se foi meu mais lindo cometa...

Eu vou pintar este céu cinza de azul. Um anil puro, singelo, limpo e saudável. Não quero tempestades, nem dias nublados. Irei também fazer com que nasca o sol mais brilhante e mais belo de todos. Irei colher as flores mais cheirosas e enfeitarei o teu cabelo, seus lindos cabelos negros. E então nos deitaremos olhando para cima, e você me falará que prefere as estrelas! Ora mais, eu fiz de tudo para te agradar e você me pede estrelas? Então farei anoitecer e você terá as mais lindas estrelas. Fará frio e eu te aquecerei com meu amor. Eu quero que o tempo páre nessa hora, e eu possa te admirar durante muito tempo, mil anos quem sabe. Te colocarei no meu cometa e te mostrarei a via láctea, te mostrarei o nosso planeta, todos os satélites naturais e todos os encantos. Tudo para que possa te ver sorrir. E quando chegar o momento de nos afastarmos e seguir cometas diferentes, não quero choro, nem lágrimas. Quero seu abraço mais apertado, seu beijo molhado e o seu mais sutil afago. Me olhe nos olhos e escute, eu não vou prometer que irei voltar, os ventos vão soprar, virá a solidão, mas quando o medo tomar conta de você, se enrole no meu amor e só assim não se sentirá sozinha. Quero ainda assim te ter por perto, ter-te-ei no lado de dentro. Não quero te ver triste moça , alegre-se por temos nos conheçido e juntos termos ressuscitado um ao outro. Haverá dias em que o frio irá entrar casa a dentro, e eu não irei fechar as portas, será aí então que poderei sentir seu calor. Eu vou fechar meus olhos bem fundo e imaginar você bem perto de mim, e só de pensar assim não me sentirei só. E eu te peço o mesmo, peço que não me esqueças, e se caso me esqueçer que seja bem devagarinho. Não tenhas pressas em substituir nosso amor, nossas noites de lua cheia, nem nossas conversas na varanda. E se o silêncio chegar, me ouça de longe tocar nossa canção. Eu farei o possível para que ela chegue até você, mas bem de mansinho , para que em cada nota sinta também um beijo meu. E se mesmo assim você ainda se sentir só, abra a janela a qual contemplavámos o pôr do sol, e junto com ele me envie toda sua tristeza, porque dela eu sei bem o que fazer: mais cartas de amor à você!